quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A troca de presentes

Belos presentes

        Não tem jeito: nossa criança interior fica feliz quando dá e recebe presentes!
        Dia 23nov2013, todos juntos e animados!
























Muito trabalho, muito estudo e sensibilidade

        Os professores e gestores da Escola Hugo levaram muito a sério o trabalho de análise das aprendizagens de seus alunos por ocasião do Conselho de Classe.
        Olhem nosso povo trabalhando!




Professores da Hugo trabalham e confraternizam

NEM SÓ DE TRABALHO VIVEMOS
        
        Um sábado maravilhoso, dia 23 de novembro 2013, e nossa escola estava muito ativa. 
         Fomos recepcionados pela Paulinha, sempre muito gentil e prestativa, nos recebeu com um belo café da manhã às 8 horas, no estilo próprio que a caracteriza. E como me disse nosso querido diretor no dia em que aportei na cozinha da escola pela primeira vez - "não sirvo a meus alunos nada que eu não oferecesse a meus filhos". 
            Então, já viu! Nossa cozinha é de primeira linha!
            Embarcamos no Conselho de Classe às oito horas e alguns minutos, num trabalho muito proveitoso.
           Na sequência tivemos um aporte esclarecedor na avaliação do SEAP, com o grupo eleito para a tarefa, e depois ... FESTA!
        A colega Elaine, que cuida das questões sociais de nossa agremiação, organizou o "Amigo Secreto" e a entrega dos
presentes. Foram momentos de muita empatia e cordialidade, que culminaram em almoço no restaurante da Rodoviária (namo, sogro e sogra da Giceli), em Canudos do Vale.
        Confiram as fotos.












segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Formação para docentes

Professores recebem formação em Canudos do Vale
No dia 09 de novembro de 2013 os docentes da Escola Estadual de Ensino Médio Hugo Oscar Spohr, de Canudos do Vale, participaram da formação continuada programada e ofertada pela equipe diretiva da escola.
No turno da manhã, iniciando às 8 horas, tendo por local o Telecentro da comunidade de Canudos, gentilmente cedido pela administração municipal para tal fim, os trabalhos foram dirigidos pelo professor Leandro Arnhold (pela empresa Instituto Palavrações). Na oportunidade os professores receberam valiosas orientações acerca da utilização dos recursos da Lousa Digital, suas funcionalidades e emprego na docência. Também explorou recursos da Internet para planejamento de aulas, e ferramentas de produção, especialmente do Excel, com a produção de planilhas e gráficos.
À tarde os trabalhos iniciaram às 13 horas e 18 minutos, nas dependências da escola, dirigidos pela professora Nara Regina Scheibler (também pelo Instituto Palavrações), que atendeu ao objetivo previsto no Planejamento da Formação Continuada da escola, qual seja, capacitação dos docentes para o trabalho qualificado de acordo com a reestruturação do Ensino Médio pelo atual governo.
A professora Nara iniciou seus trabalhos com uma dinâmica para situação pessoal dos docentes diante dos desafios apresentados pelo ofício docente. Resgatou elementos que integram o Plano de Curso da escola, tais como algumas falas dos pais na pesquisa sócio antropológica e os objetivos do Ensino Médio traçados pelos docentes e comunidade escolar. Explorou a construção dos projetos de pesquisa em andamento e acrescentou sugestões para as suas execuções.
Os dois profissionais que lideraram os trabalhos neste dia foram muito felizes em suas atuações, pois fecharam com as preconizações atuais do ensino, que prevê partir do conhecimento já construído pelos alunos e avançar para novas construções. Todos os aprendizes sentiram “o chão debaixo de seus pés e avançaram no caminho”. Os estudos foram encerrados às 17 horas, deixando um gostinho de ‘quero mais’, tanto no turno da manhã, quanto no turno da tarde. Os professores presentes demonstraram sua satisfação pelo trabalho realizado, agradecendo efusivamente.
Tanto professores quanto equipe gestora aguardam nova oportunidade para retomar os estudos e completar a formação, de acordo com o cronograma estabelecido.
Canudos do Vale, novembro de 2013.

Wanda Battisti - Serviço de Supervisão Escolar, Coordenação Pedagógica.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Escola em reforma

A Escola Hugo Oscar Spohr foi contemplada com verba para reformar seu telhado e renovar a rede elétrico.
A comunidade escolar está feliz com os melhoramentos e aguarda ansiosa a liberação de seus espaços de trabalho, após um período de confusão e transtornos.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Encontro da Escolas do Campo em 29/30out2013

Apreciação do ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO
A REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR E OS DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO
DA IDENTIDADE DAS ESCOLAS DO CAMPO
Dias 29 e 30 de outubro de 2013

De acordo com a fala do Professor Dr. Antonio Munarim, da UFSC, que nos aconselhou a ler o documento “Pacto para o Desenvolvimento da Educação do Campo” (facilmente encontrado através do site de busca do Google), as escolas tidas como escolas do campo são favorecidas pela legislação, podendo adequar o seu currículo e estrutura às peculiaridades da região que integra.
Citou a Resolução CEB/CNE nº2, de 28 de abril de 2008 e a LDB9394/96 para apoiar a sua fala.
Da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei 9.394/96):
Art. 28 - Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente:
I – conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades dos alunos da zona rural;
II – organização escolar própria, incluindo a adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas;
III – adequação à natureza do trabalho rural.
Do Plano Nacional de Educação (Lei 10.172, de 2001):
25. Prever formas mais flexíveis de organização escolar para a zona rural, bem como a adequada formação profissional dos professores, considerando a especificidade dos alunos e as exigências do meio.

Ainda elencou outros documentos que preconizam e amparam a diversidade da educação para as escolas do meio rural e apontou para a previsão de uma organização estrutural não por série/ano, mas direcionada para a forma de ciclos. Isto não é dito claramente, mas subentende-se por este excerto do Pacto mencionado: “...no cumprimento da Resolução CNE/CEB nº 2, de 28 de abril de 2008, estabelecerão novas formas de organização escolar, com vistas à superação dos paradigmas da seriação, da homogeneização da cultura, da fragmentação do conhecimento por disciplinas, do transporte escolar e nucleação”.
Outro aspecto que ficou patente nas declarações que ouvimos por palestrantes e mediadores é preocupação das lideranças políticas em manter o homem do campo no campo e não inchar ainda mais as periferias das cidades.
Houveram várias contradições nas falas entre um e outro palestrante. Segundo o Professor Antonio, Getúlio Vargas, em seu governo, pretendeu nas escolas do interior preparar mão-de-obra para os centros urbanos (considerava os moradores das zonas rurais povos atrasados em favor da urbanização). Depois, Escola do campo no contraponto à escola rural. Outro palestrante falou que as agroindústrias são essencialmente de monoculturas, portanto, adversas às questões de preservação ambiental.
A professora Ester Soares falou sobre a reestruturação curricular para as escolas do campo no RS e explanou sobre os Ciclos de Formação, tendo como foco a reorganização do tempo escolar, uma vez que a atual organização escolar prioriza o tempo institucional. Falava em qualificar o espaço e o tempo escolar. Afirmou que os ciclos de formação se organizam em torno da formação humana e não só da aprendizagem, que combate a fragmentação. Disse preocupar-se com a constituição do sujeito e respeito às fases do desenvolvimento biológico.
O professor José Clóvis conclamou-nos a superar a concepção tradicional de conhecimento: lista de conteúdos não é conhecimento. Conteúdo é informação (é velho); conhecimento é construção nova, é o uso/aplicação da informação que já existe para obter uma nova construção do conhecimento, que é pessoal. A informação é genérica, o conhecimento é pessoal, traduzido pela aplicação que faço desta informação na minha realidade, na superação de dificuldades reais. Isto é conhecimento, quando aplico a informação para gerar novas informações, que servem para  alavancar novos conhecimentos, pelos processos cognitivos. Propõe tratar o conhecimento de forma nova, investigativa, protagônica.
A professora Criseida de Lima disse que cada experiência é única, que é na prática que a educação se efetiva. O foco é o aluno, o que ele faz com a informação que recebe: isto é formação humana. Nos ciclos de formação um aluno conclui o Ensino Fundamental em 9 anos. Ela questionou-nos da seguinte forma:  quando olhamos para um aluno, o que vemos? Fazemos uma  “autópsia” ou uma “biópsia”? A avaliação de autópsia é uma avaliação de controle. A avaliação de biópsia busca emancipar. Disse também que professor que não gosta de planejar em conjunto é o que tem maior resistência em mudar. Planejar em conjunto não é fácil, precisa-se sair da ‘caixinha’.  Planejar juntos por complexos temáticos, abordando problemas/desafios que devem ser superados pela escola, a professora se referia aos ciclos de formação, em que o planejamento deverá obrigatoriamente ser feito em conjunto. Será constituído um professor articulador para intervir/atender individualmente ou no coletivo (grupo); uma sala de superação; um centro de formação continuada na escola mais assessoria pedagógica.
A Dra. Maria Beatriz Titton disse que a escola é uma invenção, portanto, pode ser reinventada. Podemos reinventar a nossa. Lembrou  Madalena Freire:  o professor pode ser um “bombeiro pedagógico” ou um “militante pedagógico”. Cada um escolhe. O planejamento pedagógico se faz a partir de uma ideia, que gera uma ação, que avaliada suscita inovação. Falou de Aula Laboratório, Escola Experimental, Pesquisa como princípio pedagógico, e concluiu que os ciclos de formação visam “qualificar a educação, respeitando o tempo e o saber do estudante.”
Na minha opinião os ciclos virão mais cedo ou mais tarde. Para nós, ainda não agora. A retórica é boa. Meu “sino” toca com tanta apologia em torno da escola do campo. Vou aguardar. Sempre posso fazer o melhor diante das circunstâncias em que me encontro. E vou dar meu melhor!
Canudos do Vale, 02 de novembro de 2013.
Wanda Battisti - SSE.